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Educação
Freud disse o seguinte: "De qualquer maneira que eduque seu filho, há de educá-lo mal". É de arrepiar, não?! Bom, um dia desses perdi a paciência com o meu filho e gritei muito com ele. Com toda a certeza o magoei muito, pois seu choro vinha de dentro de sua alma. Ele fez uma bobagem (coisas de criança) e eu me descontrolei e gritei muito com ele. Bater, não bati não. Eu nunca bati no meu filho e nunca baterei. A partir deste triste episódio, que me torturou por vários longos dias, tornei-me um pai preocupado em educar o filho, em preservar o seu equilíbrio emocional, e principalmente no meu equilíbrio psíquico, de fundamental e imperiosa necessidade ao equilíbrio dele. Digo que nunca baterei porque se um dia o fizer, minha consciência será punida de forma perpétua, pois não tem como reparar. Não se deve bater em criança alguma; o que se deve fazer é colocá-la de castigo e explicar porque vai para o castigo, senão, a criança não entende o que fez de errado. E o castigo deve ser ponderado. Algumas pessoas acham que, de vez em quando, uma boa palmada não faz mal nenhum, pelo contrário, é até bom. Eu tenho as minhas dúvidas quanto a isto.
A minha mãe conta que uma vez o pai dela, um italiano da Calábria, muito forte, para não bater nela e nas outras duas irmãs, deu um soco na parede que a trincou (fraturou os dedos). Não foi melhor assim? Se algum dia você perder a paciência com o seu filho, faça como o italiano Balthazar Paura, dê um soco na parede!!! Não é melhor que bater no seu filho?! Eu fico com o meu filho muitas horas do dia, e estou, praticamente, há um ano direto com ele. A minha presença e o nosso convívio, que mais à frente vou detalhar, está sendo o alicerce da formação do caráter e da personalidade dele. Por isto estou atento. O exemplo que damos aos filhos é extremamente importante, afinal, a criança é o reflexo da família.
Estou começando a ler um livro, lançado recentemente por um psicólogo americano, chamado "Criando Meninos", e espero que ele abra a minha cuca, para que eu entenda o menino e não erre tanto na educação dele. É melhor educá-lo para a vida, e não para mim e para a mãe, pois não poderemos protegê-lo sempre, aliás, já estamos deixando ele resolver seus "probleminhas de relacionamento" com os amiguinhos...
MARÇO / 2000
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